Aumento do valor financiado pelo FGTS pode estimular retomada do mercado imobiliário

A elevação do teto do valor do imóvel financiado com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e o ajuste para que todos os financiamentos pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH) incorporem a amortização dos juros e correção, de forma a não aumentar o saldo devedor ao longo do financiamento; pode ajudar, na expectativa do setor da construção, a reduzir a devolução de imóveis comprados na planta.

A elevação do limite do teto anunciada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) atende à demanda antiga do segmento da construção. “É um sinal importante da sensibilidade do governo federal para a importância do mercado imobiliário, cujo reaquecimento pode trazer impacto positivo para a economia e a geração de emprego”, avalia José Carlos Martins, presidente da CBIC.

No momento em que as condições de financiamento do SFH estão um pouco mais flexíveis, com a possibilidade de queda nas taxas no mercado imobiliário, os riscos para o mutuário diminuem. Com a decisão do Conselho, o teto do valor do imóvel que pode ser financiado com recursos do FGTS passou de R$ 750 mil (São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília) para R$ 950 mil e nos demais Estados, passa de R$ 650 mil para R$ 800 mil.